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Contas bancárias da família Aguiar não têm movimentação há mais de 40 dias; polícia reafirma hipótese de feminicídio e duplo homicídio

12/03/2026 02:00 G1 — Brasil

Polícia não identifica movimentação em contas bancárias de família desaparecida no RS
A Polícia Civil informou à RBS TV que não identificou movimentação nas contas bancárias das três pessoas da mesma família que estão desaparecidas em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em mais de 40 dias. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
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Em razão da ausência de transações financeiras por mais de 40 dias, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida. Silvana, inclusive, integra a lista oficial de vítimas de feminicídio no RS em 2026.
"Nenhuma pessoa ficaria mais de 40 dias fora da sua residência sem fazer movimentações financeiras para subsistir. Não condiz com a realidade", afirma o delegado Anderson Spier.
A principal linha de investigação é de que se trata de feminicídio (contra Silvana), duplo homicídio (pais dela) e ocultação dos cadáveres.
Buscas em diferentes áreas da Região Metropolitana de Porto Alegre são realizadas. As frentes mais recentes se concentraram em áreas de mata de Gravataí e Cachoeirinha, além de trechos do Rio Gravataí.
O único suspeito é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde 10 de fevereiro.
Em nota, o advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, informou que mantém "efetiva colaboração com as autoridades" e que "irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus". Leia abaixo a íntegra
Com a prorrogação da prisão de Cristiano, a polícia espera concluir o inquérito sobre o caso em até 30 dias.
Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar
Renan Mattos / Agencia RBS
Eletrônicos apreendidos
Na semana passada, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um amigo do PM. O homem, que não é investigado e presta depoimento apenas como testemunha, foi citado por Cristiano como alguém com quem teria jantado na noite em que Silvana desapareceu. O objetivo é checar o álibi.
Na residência, os policiais apreenderam um celular, um pen drive, um HD externo e um videogame. Conforme a polícia, o telefone foi apreendido para que seja checada a geolocalização, mensagens de texto que tenham sido trocadas com o suspeito e outros dados.
Já o videogame foi apreendido para verificar se o dispositivo foi conectado à rede Wi-Fi da casa de Cristiano naquela noite. O amigo disse à polícia que passou a noite de 24 de janeiro na casa de Cristiano, onde também estava o filho do suspeito, e eles teriam jogado videogame até a madrugada do dia 25.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) afirmou que "os laudos, assim que concluídos, sempre são entregues diretamente aos cuidados da autoridade solicitante". Não há prazo para a devolutiva.
Na ocasião, o advogado de Cristiano disse que ficou surpreso com as buscas na casa desse amigo, já que ele é uma testemunha indicada pela própria defesa.
"Bastaria solicitar a entrega do aparelho para perícia, o que seria feito com o intuito de colaborar com as investigações, da mesma forma que foi a franquia no sítio deixado pelo pai de Cristiano e demais atos colaborativos", destaca.
Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar
Imagens cedidas/Polícia Civil
Outros elementos apurados
As investigações também já levaram a polícia a um sítio da família do PM e a outra propriedade dos Aguiar, além das casas dos desaparecidos e a do próprio suspeito.
Paralelamente, a polícia tenta esclarecer quem é o dono de um carro vermelho que entrou na casa de Silvana no dia do desaparecimento. Já outra frente aguarda o resultado da perícia nas amostras de sangue encontradas no pátio da residência da vítima.
"A gente ainda precisa de algumas perícias com relação ao material genético, que estão pendentes", acrescenta Spier.
Um mês do desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha (RS)
Relembre o caso
O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:
Antes do sumiço
2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar;
9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.

O fim de semana dos desaparecimentos
24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento.
Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro:
- 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minut

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