Museu do Louvre reabre para visitantes pela primeira vez após roubo de joias
Louvre reabre pela primeira vez desde o roubo de joias
O Museu do Louvre, um dos mais famosos e o mais visitado do mundo, reabre nesta quarta-feira (22), três dias após oito joias serem roubadas em um crime cinematográfico.
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Na segunda-feira (20), dia seguinte do roubo, o local amanheceu fechado e com segurança reforçada. O museu normalmente não abre às terças, e o funcionamento foi retomado nesta quarta.
Visitantes visitam o Louvre em reabertura nesta quarta (22)
Reprodução/Reuters
Seguranças armados foram vistos em frente ao museu. Na segunda-feira, usaram até cães farejadores para reforçar o perímetro. O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, afirmou na segunda-feira que mandou reforçar a segurança nos arredores de museus e instituições culturais após o roubo.
Guardas no Louvre nesta quarta (22)
Reprodução/Reuters
Ladrões invadiram o Louvre na manhã de domingo usando um guindaste, quebraram uma janela da Galeria de Apolo, que abriga itens que pertenceram à realeza francesa, e roubaram joias da coroa com um valor estimado de 88 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 550,2 milhões, em uma operação que durou sete minutos.
Museu do Louvre amanhece fechado e com segurança reforçada após roubo de joias
Ao menos quatro suspeitos estão envolvidos no crime e ainda estão à solta, segundo a polícia. O local foi fechado e os turistas tiveram que evacuar o museu. (Leia mais detalhes abaixo)
Muitos turistas se amontoaram perto da entrada do museu na manhã de segunda, porque já estavam na fila para entrar no museu e foram avisados que a visitação foi cancelada apenas uma hora após o horário previsto para a abertura.
Visitantes perto da Pirâmide de vidro do Louvre observam, por trás de alambrado, placa anunciando que museu permaneceria fechado em 20 de outubro de 2025 após roubo de joias.
REUTERS/Benoit Tessier
Muitos dos turistas criticaram a falta de aviso prévio. “Planejei este dia por meses”, disse à agência de notícias Reuters o colombiano Samuel Joya. “Eles deveriam ter nos avisado ontem à noite”, disse o visitante americano Michael Dalton.
Os ministérios da Cultura e do Interior realizaram reuniões de emergência nesta segunda-feira, mas não deram uma data para a reabertura do museu até a última atualização desta reportagem. As autoridades prometeram reembolsos aos visitantes que não conseguiram visitar o museu.
O roubo gerou indignação na França. Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, classificou o caso como “deplorável” e disse que “falhamos”. Darmanin afirmou também que o roubou "prejudica a imagem" do país.
Segurança com cão de guarda próximo à Pirâmide de vidro do Museu do Louvre após roubo de joias em 20 de outubro de 2025.
Benoit Tessier/Reuters
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Como foi o roubo?
A invasão ocorreu por volta de 9h30 (madrugada no Brasil), cerca de 30 minutos após a abertura do museu.
Segundo as autoridades francesas, ao menos quatro suspeitos participaram do roubo. Dois invadiram o Louvre pela fachada voltada para o Rio Sena usando um guindaste acoplado a um caminhão e arrombaram uma janela. O veículo estava estacionado ao lado do museu.
Dentro da Galeria de Apolo, os ladrões quebraram as vitrines para pegar as joias. Depois, fugiram de moto com os comparsas.
O que foi levado e o que não foi?
Nove peças foram levadas, segundo o Ministério Público da França, mas uma delas já foi recuperada, após ser encontrada danificada em uma rua próxima ao museu.
É a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
Coroa da imperatriz francesa Eugênia, uma das peças roubadas do museu do Louvre em 19 de outubro de 2025
Museu do Louvre/Divulgação
Alguns dos itens que permanecem desaparecidos:
Coroa com safiras e quase 2.000 diamantes.
Colar com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes da rainha consorte Maria Amélia.
Colar e brincos da imperadora Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes.
Broche com 2.634 diamantes da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões - cerca de R$ 42,2 milhões.
Colar e brincos da imperatriz francesa Maria Luisa, que está entre as peças roubadas por ladrões do museu do Louvre, em Paris, em 19 de outubro de 2025.
Divulgação/ Museu do Louvre
O item mais caro da coleção não foi levado. É o diamante Regent, de 140 quilates, avaliado em US$ 60 milhões (cerca de R$ 377 milhões), segundo estimativas da casa de leilões Sotheby's.
O que se sabe sobre os ladrões?
Ninguém foi preso até agora, n
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