Quando a alma pede socorro e o corpo finge que está tudo bem
Vivemos em um tempo curioso. Um tempo em que as pessoas acordam cansadas, passam o dia cansadas e vão dormir cansadas, mas seguem repetindo “tô bem, só um pouco cansada”. Um tempo em que a exaustão virou idioma, a pressa virou rotina e o esgotamento virou quase um estilo de vida. E, ainda assim, ninguém quer admitir que está no limite. É como se houvesse uma vergonha coletiva em dizer: “eu não estou dando conta”. Como se fragilidade fosse fracasso. Como se pedir ajuda fosse sinal de incompetência. E, no entanto, nunca estivemos tão sobrecarregados, tão ansiosos, tão desconectados de nós mesmos.
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